quarta-feira, 13 de abril de 2011

O QUE É FAMILIA?

Vou falar disso hoje pois já que vou passar muito tempo por aqui acho que vale a pena voltar um pouco o tempo e assim ir costurando idéias, histórias, momentos, instantes, enfim, a própria vida.
Para os Católicos Família é um casal constituído de uma homem, uma mulher unidos pelo casamento  com filhos, que ai dá-se a origem de Tios(as) Primos(as), parentes de primeiro e segundo grau unidos pelos laços de sangue, Creio que para os Evangélico também, já para os Espíritas Família a gente constitui depois que nasce já que podemos vir nessa ou naquela família somente as vezes ou quase sempre para pagarmos dividas que deixamos, nisso eu tenho dito desde sempre, (-  minha divida com a minha família sanguínea foi, é muito, muito grande), o que constitui uma família real e humana são os amigos verdadeiros, as vezes um parente sim . mas aquele que nos olha diferente, nos acolhe com mais amor, compaixão, nos ensina enfim,  nos faz escolher o correto , mas isso a gente pode até falar em outro dia e tópico ok? Esse assunto veio a baila por necessidade de eu explicar o que sinto em relação a minha “Família”, Sou a mais nova de quatro filhos de minha mãe, a única mulher dá pra imaginar a dureza da minha vida só por isso ai?, onde já se viu, mais nova, rapa do tacho e ainda por cima MULHER nesse mundo de Deus não é nada fácil, pois desde sempre o mundo  foi dos Homens, mas, eu acho que vim pra fazer a diferença(quanta pretensão) mas, com o passar dos tempos vcs irão me dar razão ou não.
Já muito cedo percebi minha diferença na família, seja por todos os outros serem homens, seja pela minha idade bem menor que todos e isso eles faziam questão de mostrar, para minha mãe talvez por ser mais fácil, gostava de lidar com os meninos, eu fui relegada a filhinha do papai, o que gerou ciúmes e muita discórdia, mas também fui muito amada pela minha Tia mãe que relatei no inicio das minha postagens.
Na infância senti muito com a distância de todos os outros que se intitulavam irmãos, já que nunca em tempo algum foram próximos a minha pessoa, me questionei muito se realmente eu nasci daquela família até na adolescência foi assim.
Os homens da casa com o passar do tempo apesar de serem os queridinhos foram se distanciando dos meus pais cada vez mais,  senti que com a velhice chegando, a idade avançando, as coisas iam escasseando para eles, meus pais, eram as posses, as forças, mas ai senti um amor brotando de minha mãe e fomos nos aproximando mais, de meu pai nunca fui distante pelo contrario sempre muito presente, muito amoroso, muito prestativo, muito atencioso, comigo sempre foi muito,  acho ate que sentia essa necessidade para suprir o pouco de minha mãe. Os filhos foram embora logo, assim que começaram a trabalhar trataram de fazer uma vida paralela e aos poucos a distancia foi ficando cada vez maior, meus pais se ressentiram, meu pai morrei desgostoso de não ver nem fisicamente, nem sentimentalmente seus filhos, minha mãe hoje está totalmente abandonada por esses filhos que foram seu orgulho um dia.
Ela nunca deixou nenhum de nós estudarmos  em colégio público, se sacrificou muito e lembro bem de seus esforços pois sempre falava que o que podia nos dar ela daria para que tivéssemos uma educação melhor e conseqüentemente uma vida melhor que a dela, pagou até o ultimo ano de estudo de todos, menos  o meu que por não aceitar esse tipo de exploração a eles fui a luta muito cedo, comecei a trabalhar com 14 anos (carteira assinada na DRT pelos meus pais) e o mínimo que continuei recebendo deles o que achava muito foi casa e comida e com tudo isso o melhor me aproximei cada vezes mais de minha mãe, acho que foi quando ganhei realmente uma mãe... Daí a diferença que falei lá no inicio. Casei cedo, tive filhos cedo e hoje depois de tudo passado vejo que separei muito tarde.... AI vem aquilo que constatei logo, “tudo nessa vida passa...” Tudo que vivemos são apenas momentos, hoje já aprendi a curtir, a amar cada momento de minha vida bom ou ruim pois tudo, tudo mesmo é passageiro, até mesmo o motorista e o trocador desse grande ônibus chamado “VIDA”