sábado, 25 de agosto de 2012

UM ANO DE DOR...DE LEMBRANÇAS E MUITA SAUDADE!!!


 
- ESSA MUSICA FALA TUDO E MUITO BEM O QUE EU GOSTARIA DE TER FEITO MUITO MAIS POR VC MINHA MÃEZINHA, HOJE TENHO QUE VIVER COM ESSA SAUDADE DOIDA E PENSANDO COMO TERIA QUE TER FEITO MAIS E MAIS, MAS NÃO FIZ ...
UM ANO SE PASSOU,  MAS A SAUDADE AINDA DÓI MUITO...

Morte. A palavra, por si só, já carrega um peso. É a única certeza que temos na vida, a de que todos morreremos um dia. Mas é difícil se preparar para perder alguém. Algumas almas elevadas conseguem lidar bem com as perdas, mas acredito que a grande maioria das pessoas não está pronta para ver arrancado de sua vida alguém que ama. A gente sente uma saudade diferente. É uma saudade amarrada pela certeza de que nunca vai passar. É uma saudade que vai ser eterna. A gente apenas se acostuma a conviver com a ausência, mas não esquecemos, não deixamos de sentir falta… as memórias permanecem, o peito aperta em cada lembrança, e só o tempo mesmo para acalmar o coração…

Teorias não faltam para tentar explicar a morte… Mas o fato é que é difícil perder alguém. Para mim, pelo menos. Um vazio parece invadir nosso peito, a sensação de que você não está vivendo aquilo, uma vontade de que seja tudo um sonho, um desespero que a gente não consegue explicar… O descontrole inicial passa, e você cai na real: a pessoa já não está em sua vida, não daquele jeito a que você estava acostumado.

Aquela rotina que vocês cumpriam já não existe. Você sempre espera a pessoa chegar naquela hora de costume, mas ninguém bate à porta… No horário do telefonema, ele simplesmente não toca… Ouvir a voz dando bom-dia, ouvir a voz falando qualquer coisa… As fotos trazem lágrimas, você pensa que podia ter feito tanta coisa mais, pensa que podia ter falado tanto mais, pensa que podia ter feito algo diferente, ainda que não tenha feito nada de errado, sente como se tivesse feito tudo errado e que poderia ter acertado mais… Enfrentar a morte é um processo que exige tempo para que consigamos lidar melhor com a situação, com a ausência em si… Eu perdi duas pessoa que me deram essa vida que tenho hoje, minha mãe e meu pai, pessoas importantes e muito queridas, amadas mesmo, embora talvez nem sempre consegui que vissem isso... Sinto a dor do momento da partida dos dois  como se fosse hoje, meu pai se foi primeiro e com ele um sonho de ser feliz para sempre, foi ai que meu casamento também se desmoronou, nesse ano pensei que também iria de tanta dor que lacerava meu coração com isso aprendi a chorar pelas perdas individualmente e ai a dor da saudade de meu pai foi amenizada e substituída por um lembrança carinhosa, as vezes dolorida, mas na maior parte das vezes doce e linda. Hoje ainda choro por sua perda mas a mais recente a exatos um ano você minha mãe resolveu que era hora de ir encontrar-se com seu companheiro aqui nessa terra de DEUS ai Deus abriu os braços e lhe acolheu, sinto muito sua falta, mas com a certeza que daqui a alguns anos vc também será uma lembrança doce e querida, apesar de dolorida...

A vida segue seu rumo, impiedosa. Os dias continuam passando a cada 24h e o resto de de minha vida caminha a passos largos, ainda que  precise dar um tempo de tudo. A questão é que é impossível exigir que funcionemos como se nada tivesse acontecido. É impossível desvincular o emocional das nossas rotinas diárias. Mas a nossa sociedade apressada não quer saber disso. Não temos mais tempo para chorar. Ou então choraremos a caminho de algum lugar, ou enquanto executamos alguma atividade…

A fase de luto não é fácil. Dói, machuca…Não tem um tempo exato..  Nossas lembranças se viram contra nós, porque trazem à tona as imagens que gostaríamos de esquecer. O mundo não para, os segundos correm, o tempo passa… As lágrimas ainda caem, mas o riso já estampa meu rosto,

Toda perda nos faz refletir…. Eu quero aproveitar cada momento que eu posso ter ao lado das pessoas que amo. Quero aproveitar cada segundo ao lado delas… Chorarei pela perda de cada um que amo, mas farei brilhar no rosto um riso, por ter podido compartilhar tudo o que foi possível enquanto estavam ao meu lado.